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Raiva: Compreendendo um sentimento

"Não quero ver briga entre irmãos. Agora vai lá e pede desculpas!"


Por que os momentos em que nossos filhos expressam os sentimentos "negativos" também são importantes para o crescimento emocional deles? Por que não podemos ignorar essas formas de expressão? Quais as estratégias mais adequadas para essas situações?


É claro que não queremos ver brigas entre nossos filhos, mas exigir que um peça desculpas ao outro no momento da raiva é um desrespeito a um sentimento legítimo. Primeiramente, a criança deve compreender seu sentimento. Pensar a respeito, elaborar. Chegar à conclusão de que o que fez foi errado, para que assim, o pedido de perdão também seja autêntico e sincero. Sem essa elaboração, teremos uma frase solta, a qual não terá ligação nem com quem disse e nem com quem a recebeu.


Assim como a alegria e a felicidade, a raiva, a frustração e o medo também são sentimentos que precisam ser entendidos.


Externar esses sentimentos e ser acolhido pelos pais pode ser a principal forma de construção das diferenciações emocionais.


Encorajarmos nossos filhos a nomear e discutirmos as experiências emocionais pode contribuir para um maior entendimento e aceitação dessas emoções. Para isso, precisamos compreender o ritmo e o tempo de cada um e do momento em si.


O modo como nós, pais, auxiliamos os nossos filhos a desenvolver mecanismos de regulação das emoçõess contribui para a promoção do bem-estar psicológico deles e consequentemente para um saudável relacionamento com os outros. 


E será que conseguimos auxiliar nossos filhos se de algum modo somos incapazes de percebermos nossos próprios estados emocionais? Sabemos lidar com nossa raiva, nossas frustrações, tristezas ou mesmo a nossa alegria?


Nos vemos como pais orientadores? Ausentes? Castradores? Permissivos?


Ignoramos as emoções expressas pelo nossos filhos? Ridicularizamos? Punimos quando confrontados com as emoções das crianças? Aceitamos tudo, sem colocar limite para as expressões emocionais? 


A melhor forma de abordagem às diferentes situações emocionais dos nossos filhos é entender-nos para entender; acalmar-nos para acalmar; amar-nos para amar. Quando conhecemos nossa história, o nosso próprio mundo emocional e sabemos lidar com ele de uma forma clara, poderemos auxiliar de forma positiva. 


Normalmente, abordamos o mundo emocional dos nossos filhos conforme aquilo que sentimos e pensamos. E nem sempre estamos sentindo e pensando da melhor forma! 


Quais as intervenções que vocês, pais, buscam para promover o desenvolvimento emocional de vocês? 


No momento de raiva, deixe as crianças sentirem a raiva. Deixe que eles elaborarem este sentimento. 


Temos que servir como guias para que eles saibam o caminho desta raiva. Tanto de sua origem quanto de seu destino.


Se compreendermos a raiva, compreenderemos e teremos ainda mais espaço para a amorosidade.


Esta reflexão sobre sentimentos, origens e como cada um lida, é um assunto longo.


Por hora, este é o nosso primeiro passo.



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