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E como brincar?

Já me perguntaram como brincar com uma criança autista mas não existe saber brincar. Não existe uma fórmula. Não há uma brincadeira específica por se tratar de uma criança enquadrada no TEA. O importante é tentar entrar no campo. Criar um vínculo. Conectar-se.

Gael possui um canal direto com Marina. Ele brinca, grita, chama e quando Marina dá risada, ele repete a ação. Percebe o que fez ela olhar para ele e repete novamente. É bem isso: observação. O que chama a atenção? O que a criança está fazendo? Podemos tentar imitá-la primeiro buscando um caminho para uma conexão.

Relato sobre meus filhos porque vejo isso acontecer de uma maneira instintiva algumas vezes. Quando Marina resolve começar a brincadeira, Gael faz o mesmo. Observa e depois, repete. Afinal, seu interesse é de brincar e de interagir, de se conectar. Certo dia, Marina chegou no quarto e começou a rodear a cama com letras, algo que não tem um interesse direto para ele por não entender ainda estes símbolos, mas ele entendeu a intenção dela e foi ajudar a terminar o percurso de letras. Quando terminaram, ele complementou: “agora vamos pular aqui dentro.”

Ele a seguiu, imitou, entrou em seu campo e depois acrescentou. Creio que esta é uma das formas de brincar.








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