• Desafios da Criação

Adaptações

Quando o caminho não chega ao destino, a gente muda o caminho!


Aqui em casa como em tantas outras, os recursos de aprendizagem escolar e também de vida diária estão sendo revistos a todo tempo. A gente vai aprendendo a adaptar os materiais/objetos/brinquedos conforme as fases de maturidade/coordenação/aceitação. Pensamos sempre que a motivação deve coexistir com a atividade. Sem vontade, as novas conquistas não acontecem! E nem sempre a vontade aparece pois a causa é a não aquisição da habilidade. Um ciclo!


As frustrações e erros fazem parte do processo, mas a flexibilização, englobando a adaptação, traz muitos ganhos para a auto-estima e consequentemente para a aquisição dessas novas competências.


Comer sozinha, lavar louça, trocar de roupa e mesmo escrever são ações bem complexas para quem tem uma coordenação motora um pouco mais debilitada ou uma visão prejudicada.


Precisamos ir vendo, revendo e moldando o que pode ser usado e o que precisa ser adaptado. Marina tem, por exemplo, uma afinidade grande pelos recursos mais visuais (imagens), mas nas escolhas de objetos de uso, por exemplo, sempre dá preferência aos objetos com menos informações (sem brilho, sem relevo, sem cores vibrantes).


As adaptações vão desde talheres e escovas de dente com engrossadores, até o formato dos lápis e adaptações de preensão dele à mão (como o da arte desse post). A dificuldade visual requer um caderno com linhas mais escuras. A tesoura precisa ser adaptada, assim como outros materiais que vamos vendo a necessidade.


Essas adaptações facilitam a interação com a atividade e, no fundo, pensamos em experiências de qualidade. Apenas estar, sem apreciar não traz elaborações. Tentamos aproximar o material ao que a Marina pode responder a ele. Nem sempre o máximo proposto, mas o máximo que é possível. Não deixamos de ir arriscando novas formas de adaptação (ou as retiradas dessas adaptações) e ela sempre nos surpreende com habilidades que não acreditávamos já ter adquirido.


Acreditar sempre! Esse é o princípio da inclusão e, com o tempo, novas texturas e relevos vão fazendo parte do cotidiano. :)




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