• Desafios da Criação

É natural sentir raiva.

Por que não posso sentir raiva?


Se eu me sinto injustiçado, preso ou impedido de fazer algo, eu sinto raiva. Uma emoção legítima, porém nem sempre aceita porque pode estar ligada à agressividade, ou melhor, à destrutividade.


Aqui é importante diferenciar agressividade de destrutividade. A agressividade é importante, ela é uma potência de agir, nos ajuda a seguir em um objetivo. O fato é que com ela, se não tomarmos cuidado, pode vir associada a destrutividade e é aí que devemos atentar.


A raiva pode ativar esses dois desfechos. Se conseguirmos entender, observar sua intensidade e direcionar da melhor forma, a validamos.

Só quando a gente valida algo, conseguimos elaborar o melhor caminho. O que gerou a raiva? Qual foi o gatilho? Precisamos estar atentos para que nossos filhos saibam que todas as emoções podem ser sentidas.


Conter a raiva, abafá-la, sem uma elaboração da sua causa e consequência pode fazer com a criança perca também sua agressividade, se tornando passiva demais em momentos que podem prejudicá-la e, em muitos casos, não necessariamente estaremos evitando uma destrutividade.


Será que quando impedimos uma atitude destrutiva, ela não pode apenas mudar de direção, sendo algo autodestrutivo?

Precisamos aprender e ensinar a lidar com as frustrações do dia-a-dia. Infelizmente, muitos de nós não conseguem se frustrar. Já parou pra pensar que muitos de nós fugimos da validação das nossas emoções e colocamos outras coisas no lugar, meio que como uma fuga? Comida, álcool, droga, eletrônicos, jogos, celular, TV!


Não é nada fácil lidar com um sentimento tão forte e que pode ser prejudicial. Contudo, o amor, sentimento que tentamos prevalecer, só acontece com sua força e dignidade, em ambientes de compreensão, sinceridade e elaboração.


Vamos pensar em nossos direcionamentos. E, se for possível, direcionar a potência raiva para uma ação proveitosa e satisfatória.



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